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Ler é tudo de bom, não é mesmo? É por isso que sempre vale a pena ter dicas de livros que sejam válidas para os mais diversos estilos. E claro que as mulheres modernas não poderiam ficar de fora dessa. Aliás, foi isso o que tornou a seleção dessas dicas algo bem complicado porque a intenção era fazer algo um pouco diferente.

Por que diferente? Porque a ideia era selecionar livros que fugissem do lugar-comum desse tipo de tema. Muitas dessas listas concentram opções de obras sobre beleza, moda e comportamento – em geral dando atenção a publicações que falam sobre como atrair e agradar um parceiro ou lidar melhor com os filhos. Ok, não há nada demais nisso: é normal querer estar bonita, sentir-se bem e segura consigo mesma, desejar o romance e oferecer o melhor para sua família. Mas quem disse que precisamos ficar limitadas a esses temas como se a vida se reduzisse a isso? Afinal a mulherada tem outros interesses também.

Livros para mulheres modernas

Nesse caso, a intenção foi variar pelo menos um pouquinho e indicar outras opções de livros interessantes e que possam trazer mais inspiração para o seu dia-a-dia. E o resultado você confere agora com essas 10 dicas imperdíveis para sua lista de leitura:

1 – Americanah – Chimamanda Adichie

Americanah

Uma das obras mais comentadas do mercado literário atual, “Americanah” conta a história da nigeriana Ifemelu. Enquanto ela vive o primeiro amor com Obinze, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob governo militar. Com o país parado e as universidades em greve, ela se muda para os Estados Unidos para dar seguimento aos seus estudos e acaba se deparando pela primeira vez com a questão racial e com os problemas em ser imigrante, mulher e negra. Quinze anos depois, quando decide voltar para a Nigéria, terá de encontrar o seu lugar um país muito diferente do que deixou e também na vida de Obinze.

Com uma narrativa fluida e cativante, Chimamanda usa o romance para debater muitas questões em destaque nos últimos tempos como preconceito racial, imigração e desigualdade de gênero. É um livro grandinho, mas posso garantir que você nem vai sentir o tempo passar. Imperdível!


2 – Sejamos todos feministas – Chimamanda Adichie

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E olha a Chimamanda aí de novo, gente! Dessa vez com um ensaio adaptado do discurso que a autora realizou no TEDx Euston. Nesse ensaio ela utiliza sua experiência pessoal como mulher e nigeriana para pensar nos esteriótipos de feminilidade e masculinidade e no quanto o feminismo é necessário para criar mulheres e homens mais felizes e autênticos consigo mesmos. Ensaio curto e bem escrito, é um daqueles textos super interessantes para a mulher moderna ter em sua lista de leitura.


3 – A Arte de Pedir – Amanda Palmer

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O livro “A Arte de Pedir” é um desdobramento de uma palestra dada pela autora no TED Talks com o tema “Saber Pedir”. Sua fala foi baseada na experiência de Amanda que, ao desligar-se de sua gravadora, recorreu ao Kickstarter (site de financiamento coletivo) para pedir aos fãs colaboração financeira para a produção do próximo álbum da banda e arrecadou mais de 1 milhão de dólares. Um resultado que chamou a atenção da imprensa e da indústria fonográfica e gerou grande repercussão.

Partindo da experiência pessoal de Amanda não somente no Kickstarter, mas desde o início de sua carreira, quando trabalhava como artista de rua, a obra tem como essência a ideia de recorrer ao outro sem temores e sem reservas, com o ato de ‘pedir’ sendo digno e necessário, uma conexão que enriquece a vida humana. Além disso fala no valor de precisar e doar ajuda sempre que possível. Um bom livro em tempos com valores tão individualistas.


4 – Comer, Rezar e Amar – Elizabeth Gilbert

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E eis outro grande bestseller por aqui nessa lista: o livro é uma obra de não-ficção que relata a vida da autora quando, após um divórcio desgastante, amores fracassados e sucessivas crises depressivas, ela tomou a decisão radical de embarcar sozinha em uma viagem de um ano pelo mundo.
Vale lembrar que o livro foi adaptado ao cinema, portanto se você gosta de assistir filmes, também vale a pena estender a leitura e conferir a adaptação protagonizada por Julia Roberts.


5 – Livre – Cheryl Strayed

Livre

Mais uma obra de não-ficção para enriquecer a estante: após a morte repentina da mãe, Cheryl achou que tivesse perdido tudo aos 22: a família se distanciou, seu casamento desmoronou e sua vida saiu dos trilhos. E quatro anos depois, aos 26 e passando por um período de autodestruição, acabou tomando a decisão mais impulsiva da vida: caminhar sozinha os 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT). Sem experiência em caminhadas de longa distância, a autora conta como lidou com a exaustão, frio, calor, dor, sede, fome, animais e todos os outros fantasmas que a assombravam e por fim, como tudo isso a fortaleceu.

O livro é incrível e inspirador, daqueles que vale a pena cada minuto da leitura e fazem por merecer o lugar na lista de preferidos. E se você é daquelas que gosta de assistir filmes vale lembrar que “Livre” foi adaptado para as telonas, com Reese Witherspoon no papel principal. Ou seja: ainda dá para fazer uma bela sessão com direito a pipoca.


6 – Lugar de Mulher – Ana Paula Barbi, Clara Averbuck e Mari Messias

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O livro “Lugar de Mulher” é uma coletânea de textos do site homônimo criado pelas autoras em 2014. Seu objetivo? Falar sobre feminismo, cultura pop, corpo, sexo, política, auto-estima, consumo e tudo o mais que esteja além de beleza, moda e autoajuda que são tão típicos de sites e obras dedicadas ao público feminino. São textos curtos e super cativantes com assuntos variados. Afinal, chega de livros e textos que só sabem ditar regras e determinar  como uma mulher deve ser, se portar, falar, existir. Lugar de mulher é onde ela quiser.


7 – Eu sou Malala – Malala Yousafzai e Christina Lamb

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Quem esteve de olho nos noticiários com certeza sabe quem é Malala Yousafzai: em 2012 a adolescente paquistanesa foi atingida por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Malala tornou-se alvo do Talibã ao insistir em lutar por seu direito à educação e, ao sobreviver ao atentado, acabou se tornando um símbolo da luta pelo educação e valorização da mulher em uma cultura que valoriza filhos homens. E o livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos escolares e também os acontecimentos que moldaram o seu país e o cotidiano de sua família conforme o Talibã tomou o poder.
Acima de tudo, “Eu sou Malala” é um livro inspirador e mostra como as pessoas comuns também detém o poder de lutar para mudar o que está a sua volta.


8 – Girl Boss – Sophia Amoruso

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“Girl Boss’ conta a trajetória de Sophia Amoruso que passou sua adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo e aos 22, ainda sem grana, decidiu vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois ela se transformou na fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares e mais de 350 funcionários. Mudança brusca, não é mesmo?
Nesse livro temos a prova de que o sonho de ser bem sucedida não necessariamente a ver com popularidade, mas acima de tudo em confiar nos próprios instintos e seguir sua intuição.


9. Os Pensamentos Secretos Das Mulheres de Sucesso – Valerie Yung

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Ok, esse aqui parece ser um pouco fora da proposta pelo menos a primeira vista, mas é sobre um assunto importante. Sabe aquela sensação de que não merecemos o sucesso ou os elogios e pensamos em nós mesmas como uma fraude, temendo que um dia alguém nos descubra? Pois bem, é algo recorrente. Tem até nome: ‘síndrome do impostor’

Essa síndrome é algo bastante recorrente e que afeta muitas mulheres, especialmente aquelas que estudam ou trabalham fora e estão começando a obter destaque em suas carreiras. A obra analisa a maneira como essa síndrome pode se manifestar em sua vida e também mostra meios de reconhecer e resolver esse problema, evitando assim que ele mine sua rotina e te atrapalhe na busca por seus objetivos.


10 – Mulheres que correm com os lobos – Clarissa Pinkola Estés

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A sensação de vazio, fadiga, medo, depressão e fragilidade são problemas muito comuns entre as mulheres modernas, sempre assoberbadas pelo acúmulo de funções e dividida entre família e trabalho. Porém a psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que esse não é um problema recente: a autora atribui essas sensações a algo mais antigo e diretamente relacionada ao desenvolvimento de uma cultura que transformou mulheres em uma espécie de animal doméstico.

Para esse livro, a autora adotou a interpretação de lendas e histórias antigas e propõe o resgate do arquétipo da mulher selvagem através do uso de diversas técnicas junguianas e de formas de expressão artística. Ou seja: a proposta desse livro é o resgate dessa mulher selvagem que existe em todas nós. Um processo tremendo de autodescoberta e que vale a pena arriscar.

E então, gostou da lista? Tem outras dicas de leitura que não estão nesse post? Então é a sua vez! Deixe seu comentário e participe!

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