Zika Vírus e microcefalia são os assuntos da atualidade. Muito tem se falado neste assunto que é uma nova preocupação de grávidas e tentantes de todo o Brasil: o aumento dos infectados pelo vírus zika, e do qual vem sendo apontado relacionado aos surtos de bebês com microcefalia e outras síndromes neurológicas. Referente a microcefalia foram notificados 1.761 casos, em especial em Pernambuco, que concentra o maior número de ocorrências, seguido por Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte. Até o momento pouco se sabe a respeito da ligação entre microcefalia com o zika vírus, o que torna a situação ainda mais alarmante já que não existe oficialmente literatura referente a diagnostico ou tratamento. Além do combate ao mosquito e das pesquisas, o Ministério da Saúde anunciou que laboratórios do exército passarão a fabricar repelentes para o uso de gestantes, mas que até o momento ainda não existe um prazo para início da produção e entrega.


Update: Novas evidências encontradas mostram a ligação do Zica Vírus com a microcefalia

O que é microcefalia?

É chamado de microcefalia o diagnóstico de que a cabeça do bebê é menor que o esperado para a sua idade. A princípio, ela pode estar associada a outras características, como excesso de pele na nuca ou fronte mais achatada. O problema é diagnosticado através do ultrassom, e, ao ser detectado, é iniciada uma investigação mais detalhada para verificar qual seria sua causa.

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Na prática, a microcefalia pode ocasionar comprometimentos cognitivos e motores, sendo que, em 90% de suas ocorrências ela está relacionada a retardos mentais, problemas de audição, visão e distúrbios neurológicos. Crianças com essa má formação precisam de acompanhamento para estimulação e reabilitação multidisciplinar para melhora da qualidade de vida.


Quais as causas da microcefalia?

A diminuição da cabeça do bebê está relacionada a uma redução do tamanho do cérebro, que pode ocorrer seja pela má formação proveniente de alterações genéticas quanto por interferências no desenvolvimento do órgão, causado por substâncias tóxicas ou infecções. A lesão acontece durante a gestação, principalmente durante o primeiro e o segundo trimestre da gravidez.

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É relatado que vírus – como o da toxoplasmose, citomegalovírus e herpes – podem levar a esse tipo de alteração do desenvolvimento do cérebro, o que pode ter a microcefalia como resultado. É especulado que esse possa ser o caso do zika vírus. Não é possível reverter ou curar a microcefalia já que ela é resultado de uma alteração no desenvolvimento do cérebro, portanto a partir do momento em que ela é diagnosticada, o dano já foi feito e consolidado.


Zika Vírus

O zika vírus é da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus, provocando uma doença com sintomas semelhantes aos da dengue, chikungunya e febre amarela, embora mais brandos. É transmitido pela picada de mosquitos da família Aedes, como o aedes aegypti, por exemplo. Além da trasmissão pela picada do mosquito, também existem evidências de que fluídos como sêmen, sangue e leite materno possam propagar o vírus.

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Sintomas do Zika Vírus

Uma vez que a pessoa é picada e infectada, a doença tem período de encubação de quatro dias até que os sintomas comecem a ser apresentados, e uma vez que eles surgem, podem durar até sete dias. Os sintomas da fabre zika são febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações, manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos, dores de cabeça, dores musculares e nas costas. Não existe um tratamento para a febre zika, uma vez que não há nenhum medicamento específico para ela, mas é possível aliviar os sintomas. De acordo com a diretrizes do Ministério da Saúde é preciso evitar ácido acetilsalicílico e drogas anti-inflamatórias, tal como nos casos de dengue, devido ao risco de complicações hemorrágicas. Medicamentos devem ser tomados somente sob orientação médica, por precaução.


Zika vírus e microcefalia

O Ministério da Saúde confirmou a existência de relação entre o vírus e a má formação cerebral ao receber resultado de análises de tecido do corpo de um bebê com microcefalia e malformações congênitas nascido em Fortaleza que constataram a presença do zika. Porém ainda não se sabe dizer de que forma o vírus age no organismo para atravessar a barreira da placenta e afetar o bebê.

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Existe uma dificuldade adicional na pesquisa já que não existem exames capazes de identificar o vírus no sangue, visto que ele permanece ativo por somente 7 dias. Vale lembrar também que nem toda gestante que teve a febre zika terá um bebê com microcefalia. E quanto mais avançada estiver a gravidez, menor a possibilidade do feto ter problemas de desenvolvimento, como é o caso da microcefalia.


Como as gestantes podem se proteger?

Até o momento não existe vacina contra o zika, portanto o que elas podem fazer para se proteger é evitar picadas do mosquito. Nesse caso, é preciso utilizar roupas que protejam a pele e também aplicando repelente nas áreas de pele que ficam expostas. Calças e blusas de manga comprida são aconselháveis, em especial em cores claras.

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Sobre os repelentes, grávidas podem utilizar produtos com DEET (dietiltoluamida) que possuem concentrações entre 10% e 50%. Caso o produto também for ser utilizados em crianças entre 6 meses e 12 anos, a concentração de DEET do repelente não deve ser superior a 10%. Produtos que contém ircaridina estão liberados para uso de grávidas e bebês com mais de dois anos. A indicação é de que o repelente deve ser reaplicado a cada 6 horas para a devida proteção.

Outro fator importante é não dispensar o uso de preservativos nas relações sexuais caso seu parceiro apresente sintomas do vírus. Além disso, a recomendação do Ministério da Saúde é que as gestantes prossigam com o pré-natal, evitem álcool e drogas e o consumo de medicamentos sem a devida orientação médica, já que também são fatores de risco para as falhas no desenvolvimento cerebral do feto. E se estiverem com viagem marcada para locais que estejam passando pela epidemia por pelo aumento de casos, o conselho das autoridades é desistir da ida, ao menos por hora. Combater os focos do mosquito – do mesmo modo como se faz na prevenção da dengue – vem sendo a melhor alternativa para controlar o problema a longo prazo. Ou seja: eliminar os criadouros, retirando recipientes que podem acumular água parada e também cobrindo locais de armazenamento do líquido.


Sou tentante: o que devo fazer?

Se a tentante mora em áreas que estão sob epidemia ou aumento de casos é indicado que elas suspendam os planos nesse momento até que medidas para controlar o número de mosquitos transmissores estejam em vigor e os riscos decorrentes da zika sejam menores.

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