O assunto menopausa é tão cheio de mistérios quanto a possível solução para ele: a reposição hormonal. No post de hoje vamos conversar sobre o porquê disso e se realmente vale a pena fazer a reposição hormonal. E, claro, todas sabem como eu amo remédios caseiros e alternativas naturais, vamos colocar algumas sugestões nesse sentido para lidar com o problema.

Verdade seja dita, da menopausa não dá pra fugir. Todas sabemos que ela é um estágio natural e fisiológico da mulher após sua última menstruação. Segundo o Comitê de Nomenclaturas da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, a menopausa representa a mudança do estágio reprodutivo para o não reprodutivo da mulher. Em outras palavras, é o momento em que os ovários param de funcionar, deixando de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, responsáveis pela ovulação (e, consequentemente, pela menstruação). Isso irá acontecer com todas nós.

Menopausa varia de mulher para mulher

Essa parada na produção é gradativa e geralmente dura 1 ano, sendo chamada de climatério, fase que marca o período entre a última menstruação e a menopausa. Como a menopausa varia de mulher para mulher, não existe uma idade exata para seu início, podendo ocorrer entre 45 e 55 anos, em média. Se surgir antes, é chamada menopausa precoce. Mas também pode ser tardia, se ocorrer depois dos 55 anos. Mas como eu disse ali em cima, uma hora ela vem.


Sintomas da menopausa

É verdade que a menopausa pode se manifestar de formas diferentes em cada organismo, mas ela continua sendo uma fase normal na vida da mulher e nem de longe pode ser comparada a uma doença. Ela é tão natural quanto a menstruação ou uma gestação. Eu disse natural, não disse uma fase relax!

O problema é que ela vem acompanhada de uma série de sintomas incômodos e de muitas mudanças no organismo que podem, inclusive, representar riscos à saúde da mulher. Alguns deles são  o aumento dos níveis de  estresse, aumento de temperatura do corpo, a sensação de calor inexplicável, mudança de humor, coceiras pelo corpo, retenção de líquidos, insônia (em alguns casos), nervosismo acentuado, ressecamento vaginal, suores noturnos, diminuição da libido e da memória, , ansiedade e batimentos cardíacos acelerados.

Reposição hormonal para os sintomas da menopausa

A terapia de reposição hormonal, com estrogênio e por vezes progesterona, é uma opção efetiva para amenizar os sintomas aterrorizantes neste período do ciclo de vida da mulher, sendo de extrema importância na melhora de sua qualidade de vida. Os benefícios dessa terapia se estendem ao âmbito psicológico, melhorando o humor, o raciocínio e a memória. Além disso, reduz sobremaneira a perda de massa óssea relacionada aos baixos níveis de estrogênio, prevenindo e tratando a osteoporose. Há melhora na lubrificação articular, das dores articulares e dos sintomas relacionados à artrose.

O metabolismo também se beneficia, com redução do colesterol ruim, aumento do colesterol bom e melhora na distribuição da gordura corporal, o que poderia auxiliar na prevenção da doença cardiovascular. Há ainda melhora na função sexual e redução no risco de câncer de cólon. Mas se proporciona tanta coisa boa porque todas não são indicadas a fazer?

Riscos da reposição hormonal

Por outro lado, a terapia de reposição hormonal da menopausa não é isenta de riscos. Grandes estudos observacionais conduzidos na década de 90 mudaram o paradigma vigente, ao alertarem sobre a necessidade de cautela na indicação da terapia hormonal no climatério. Dentre esses estudos, destaca-se o Women’s Health Iniciative (WHI), o qual associou esta modalidade de reposição hormonal, ao aumento de duas vezes no risco de trombose venosa e também no risco de derrames e de doença da vesícula biliar. Além disso, verificou-se que o início tardio da reposição hormonal, notadamente após os 60 anos de idade ou após 10 anos da menopausa aumentava a freqüência de infartos do coração. Por esse motivo, a reposição hormonal deve ser iniciada preferencialmente nos primeiros anos cinco anos da menopausa, quando do aparecimento de sintomas da deficiência do estrogênio.


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Tipos de tratamento de reposição hormonal

Os tratamentos são diferentes e apenas um médico é indicado a fazê-lo. Nada de trocar remédios com a sua amiga.

Tratamento com Estrogênio

Os médicos geralmente sugerem uma baixa dose de estrogênio para mulheres que tiveram uma histerectomia, cirurgia para retirada do útero. O estrogênio é comercializado de diferentes formas: a pílula diária e o adesivo são os mais populares, mas o hormônio também está disponível em um anel vaginal, gel ou spray.

Lembram do filme Sex and the city 2, quando as amigas viajam para Dubai e a Samantha fica louca com os hormônios dela que foram confiscados na alfândega? Toda vez que ouço falar de reposição hormonal lembro daquela cena.  Eram bisnagas de creme e provavelmente era esse tipo de tratamento.

Tratamento com estrogênio associado à progesterona ou progestina

Esse tipo de associação é muitas vezes chamado de terapia de combinação, já que combina doses de estrogênio e progestina, a forma sintética da progesterona. Destina-se a mulheres que ainda têm seu útero, ou seja, a grande maioria das pacientes que chegam aos consultórios ginecológicos.

Principais  vantagens dos tratamentos de reposição hormonal

Já falamos ali em cima mas vamos à lista porque adoro listas e assim a gente visualiza melhor. Os tratamentos de reposição hormonal podem apresentar algumas vantagens para as mulheres que optam por realizá-lo:

IMPORTANTE:

  • Prevenção da perda óssea, que pode levar a osteoporose;
  • Alivio dos sintomas da menopausa;
  • Diminuição do risco de câncer de colo do útero;
  • Redução do risco de degeneração macular – que é a perda de visão que ocorre quando a mácula, a parte da retina na região posterior do olho que fornece uma visão central nítida, se deteriora com a idade.

Desvantagens da reposição hormonal

Enquanto, por um lado, os tratamentos de reposição hormonal podem ajudar muitas mulheres durante a menopausa, por outro, ele podem expor essas pacientes a riscos desnecessários para a sua saúde. Alguns desses riscos são:

  • Aumento do risco de câncer endometrial (se a mulher ainda tem seu útero e não está tomando progesterona juntamente com estrógeno);
  • Aumento do risco de desenvolver coágulos sanguíneos;
  • Aumento do risco de apresentar acidente vascular cerebral;
  • Aumento do risco de desenvolver doença da vesícula biliar;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Aumento do risco de desenvolver câncer de mama mais invasivos.


Quando a reposição hormonal não é indicada?

A reposição hormonal não é contra indicada quando a paciente apresenta:

  • Câncer de mama;
  • Trombose;
  • Doenças cardíacas prévias;
  • Doenças do fígado;
  • Diabetes mellitus;
  • Epilepsia;
  • Câncer de endométrio;
  • Enxaqueca;
  • Tabagismo;
  • Entre outros.

Tratamento Naturais de reposição hormonal

Reposição Hormonal com Soja

Recentemente, algumas pesquisas realizadas entre as mulheres asiáticas sobre a soja revelam que ela tem uma grande propriedade de evitar os calores sofridos pelas mulheres, principalmente durante a menopausa. Os calores sentidos pelas mulheres são realmente incômodos, visto que são frequentes, e o consumo da soja é uma excelente opção para quem deseja amenizar drasticamente esse sintoma. Procure nos supermercados alimentos a base de soja, como tofu, grãos de soja torradas, leite de soja, carne de soja e tantos outros alimentos.


Reposição Hormonal com suco de plantas

O suco de plantas é uma prática bem saudável e comum hoje em dia. Um exemplo é o suco verde que inclui a couve e outras plantas, e tem a finalidade de eliminar substâncias nocivas ao organismo.

Algumas plantas ajudam também com os sintomas da menopausa, como é o caso da folha de chá da amora. Ela possui uma substância que auxilia na diminuição dos calores sentidos durante essa fase, além de amenizar todos os outros sintomas. Vale dar uma espiadinha também num post sobre chás indicados para a menopausa.


Reposição Hormonal com Inhame selvagem

Uma dica natural para reposição hormonal é optar pelo uso do inhame selvagem. Segundo pesquisas, ele tem a mesma função da progesterona no organismo, e como a produção desse hormônio juntamente com o estrogênio é cessado durante a menopausa, a ingestão do inhame ajuda na carência desse hormônio.

O inhame selvagem ajuda a evitar principalmente a retenção de líquidos, que é comum nas mulheres.Para ingerir esse alimento é preciso cautela, pois é diferente do inhame a que estamos acostumados a comer. Ele possui uma substância venenosa para o organismo e, por esse motivo, só pode ser ingerido se for corretamente cozido.


Reposição Hormonal com Homeopatia

Outra opção para quem deseja repor os hormônios naturalmente é escolher a homeopatia. Os remédios usados são naturais e compostos pelos chamados fito-hormônios,obtidos por meio do inhame, trevo vermelho, soja, entre outros.

Os fito-hormônios são responsáveis por estimular suavemente os hormônios sintetizados pelo nosso organismo a se manifestarem novamente. Além de terem origem natural e não sintética, são excelentes para prevenir a osteoporose e doenças cardiovasculares. São poucas as mulheres que não respondem ao tratamento com o fito-hormônio, cerca de 80 % delas são bem-sucedidas quando optam por escolher a homeopatia, uma vez que não causa nenhum dano adverso ao organismo.


Dicas para combater os sintomas da menopausa

Como a menopausa está relacionada a diversos sintomas e ainda doenças cardiovasculares e osteoporose, algumas mudanças no estilo de vida contribuem com o bem estar para alívio dos sintomas e ainda para reduzir os riscos cardiovasculares. Nesse sentido, as dicas do bem são:

  • Não fumar;
  • Evitar bebidas alcoólicas;
  • Manter uma dieta balanceada, baseada em fibras e cálcio;
  • Evitar consumo de sal em excesso;
  • Praticar exercícios físicos regularmente.

Pese muito bem os prós e contras  e decida-se. Mesmo se decidindo pela reposição não deixe de mudar alguns hábitos de vida que lhe trarão além de tudo, mais felicidade!

 

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