Ovários policísticos

A síndrome dos ovários policísticos é um problema de saúde que atinge milhares de mulheres e compromete a fertilidade. Acredita-se que esse problema de saúde afeta de 7% a 10% da população feminina, além do que ele está diretamente relacionado ao aumento das chances de sofrer infarto.

Em geral, a síndrome dos ovários policísticos se manifesta em mulheres com idade fértil, ou seja, de 20 a 30 anos de idade. Sua causa é desconhecida, mas o diagnóstico precoce é de extrema importância para que não haja complicações. Nessa matéria, você conhecerá tudo sobre a síndrome, suas causas, sintomas e possibilidade de tratamento.

Cerca de 10% das mulheres sofrem de ovário policístico. (Foto: Divulgação)
Cerca de 10% das mulheres sofrem de ovário policístico. (Foto: Divulgação)

O que são ovários policísticos?

A síndrome dos ovários policísticos nada mais é do que um tipo de distúrbio hormonal, que aumenta o tamanho dos ovários e provoca a formação de cistos (bolsas de líquido). A doença também pode resultar no aumento dos níveis de hormônios masculinos no corpo, o que acaba desencadeando uma série de sintomas característicos.

A síndrome causa cistos nos ovários. (Foto: Divulgação)
A síndrome causa cistos nos ovários. (Foto: Divulgação)

Existem fatores de risco que estão associados aos ovários policísticos, como resistência à insulina, excesso de insulina, pubarca precoce e histórico familiar.

Sintomas de ovários policísticos

Os primeiros sintomas da síndrome aparecem logo após a primeira menstruação. No entanto, em alguns casos, eles tardam a se manifestar e surgem apenas nos anos reprodutivos.  Entre os principais sinais da doença, vale destacar:

A menstruação se torna irregular. (Foto: Divulgação)
A menstruação se torna irregular. (Foto: Divulgação)

Menstruação desregulada

Um dos avisos mais importantes da doença é a menstruação desregulada. A mulher pode sofrer com intervalos menstruais de até 35 dias e ter apenas oito ciclos menstruais por ano. Ao menstruar, o seu fluxo costuma ser intenso e prolongado.

Características masculinas

Além das alterações menstruais, a mulher também sofre com o aumento da produção de hormônios masculinos no seu corpo (andrógenos). Essa condição desenvolve características específicas, como o excesso de pelos no corpo, calvície e engrossamento da voz.

Obesidade

Outro sintoma bastante frequente entre as mulheres com ovários policísticos é a obesidade. O ganho de peso funciona como um verdadeiro gatilho para a síndrome e contribui com os outros sintomas.

Aumento da quantidade de pelos e acnes são sintomas. (Foto: Divulgação)
Aumento da quantidade de pelos e acnes são sintomas. (Foto: Divulgação)

Acnes

Quando o hormônio masculino andrógeno atua no sistema pilossebáceo, ele não aumenta apenas a quantidade de pelos no rosto e no corpo, mas também a produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas. Sendo assim, as mulheres diagnosticadas com ovários policísticos sofrem com o aparecimento de acnes.

As ameaças dos ovários policísticos

O Congresso Brasileiro de Cardiologia, depois de realizar várias pesquisas, descobriu que a menstruação desregulada aumenta as chances de acidente vascular cerebral (AVC) e infarto no futuro. Vale lembrar que as alterações menstruais representam um dos principais sintomas da síndrome do ovário policístico.

A síndrome aumenta as chances de doenças cardiovasculares. (Foto: Divulgação
A síndrome aumenta as chances de doenças cardiovasculares. (Foto: Divulgação

Uma mulher com síndrome dos ovários policísticos tem mais chances de desenvolver problemas cardíacos porque o sangue não circula corretamente no seu corpo. Quando as doenças cardíacas são negligenciadas, o risco pode aumentar com o tempo. De acordo com Elizabeth Alexandre, pesquisadora do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, a anatomia do coração feminino é mais frágil do que a do coração masculino, tendo assim duas vezes mais chances de sofrer doenças cardíacas fulminantes.

Quando a menstruação apresenta irregularidades associadas à síndrome, a mulher pode desenvolver uma série de problemas de saúde, como diabetes e hipertensão. O risco de doenças cardiovasculares aumenta na medida em que ela adota hábitos prejudiciais, como cigarro, sedentarismo e má alimentação.

Diagnóstico

Assim que a menstruação ficar irregular, procure um médico. (Foto: Divulgação)
Assim que a menstruação ficar irregular, procure um médico. (Foto: Divulgação)

Assim que as primeiras irregularidades menstruais surgirem, é muito importante procurar ajuda médica. O diagnóstico pode ser feito por um ginecologista, endocrinologista ou mesmo clínico geral. Quanto mais cedo à doença for descoberta, mais eficaz será o seu tratamento.

Tratamento

O tratamento dos ovários policísticos tem como objetivo amenizar os sintomas e combater complicações. A doença pode ser tratada:

Com medicamentos

O tratamento é medicamentoso. (Foto: Divulgação)
O tratamento é medicamentoso. (Foto: Divulgação)

Os médicos costumam receitar medicamentos para tratar a síndrome dos ovários policísticos. Os remédios prescritos servem para regular o ciclo menstrual, reduzir os níveis de insulina, estimular a ovulação e reduzir o crescimento excessivo de pelos.

Quando o tratamento adequado não ajuda a mulher a engravidar, a melhor opção é fazer uma cirurgia chamada de perfuração ovariana laparoscópica. O procedimento oferece ao cirurgião uma imagem detalhada dos órgãos reprodutivos e permite induzir a ovulação de maneira mais precisa.

Com exercícios físicos

Os exercícios físicos ajudam a tratar ovários policísticos. (Foto: Divulgação)
Os exercícios físicos ajudam a tratar ovários policísticos. (Foto: Divulgação)

Além do tratamento medicamentoso, a mulher precisa adotar hábitos saudáveis, como é o caso da prática de exercícios físicos. A ginástica é uma forma de espantar o sedentarismo e todos os males que estão associados a ele, como é o caso da obesidade. Um bom programa de exercícios também ajuda a normalizar os ciclos menstruais.

Complicações

Quando a síndrome não recebe o tratamento adequado, a mulher pode apresentar uma série de complicações, como diabetes tipo 2, colesterol, pressão alta, apneia do sono, síndrome metabólica, sangramento uterino, câncer de mama e infertilidade. Quando a gravidez acontece, há um grande risco de diabetes gestacional e pré-eclâmpsia.

A infertilidade é uma complicação frequente. (Foto: Divulgação)
A infertilidade é uma complicação frequente. (Foto: Divulgação)

Ovários Policísticos e Menopausa

Muitas mulheres acreditam que os sintomas da síndrome dos ovários policísticos desaparecem com a chegada da menopausa. No entanto, elas precisam cuidar melhor do coração nessa fase, pois o risco de desenvolver doenças cardiovasculares é grande.

Você ainda tem dúvidas sobre a síndrome dos ovários policísticos? Então assista ao vídeo abaixo: