minipílula

Você já ouviu falar na mini pílula e sabe para que serve? Utilizada desde a década de 1960, a pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais populares entre os disponibilizados no mercado. No início, esses medicamentos continham altas quantidades de hormônios – em especial o estrogênio – que era responsável por grande parte dos efeitos colaterais, sendo alguns deles bastante graves, como os riscos de trombose, AVCs e problemas cardiovasculares. Porém, desde 1980 a comunidade científica vem se esforçando para diminuir a concentração de hormônios presentes no medicamento, reduzindo assim os riscos de efeitos colaterais, ao mesmo tempo em que preserva sua capacidade de contracepção. E um dos resultados desses esforços é a mini-pílula:

Mini Pílula

A mini pílula surgiu com a necessidade da indústria farmacêutica em fabricar medicamentos anticoncepcionais que utilizem o mínimo possível de hormônios em sua composição e ao mesmo tempo mantendo a eficiência em sua capacidade contraceptiva.

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Ao contrário dos medicamentos tradicionais, ela é composta exclusivamente pelo hormônio progestina, sendo essa a forma sintética da progesterona. Ou seja, ela não possui o estrogênio, que é o hormônio responsável pela maior parte dos efeitos colaterais que as mulheres sentem ao consumirem as pílulas comuns.


Como funciona a mini pílula Cerazette?

A medicação exerce sua função contraceptiva de diversas maneiras: a princípio, ela também age impedindo a ovulação, bem como os anticoncepcionais tradicionais, mas de uma maneira menos eficiente. Porém isso pode ser compensado por outros dois efeitos distintos no organismo feminino:

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O primeiro é fazer com que o muco cervical se torne mais espesso, o que torna mais difícil para os espermatozoides o objetivo de chegar às trompas e encontrar o óvulo. Já o segundo é – mesmo que aconteça a ovulação e que o espermatozoide consiga chegar ao óvulo – tornar a parede interna do útero mais fina, o que dificulta e inviabiliza sua implantação e impedindo a gravidez. Hoje no mercado estão disponíveis dois tipos de mini pílula ou de pílula de progesterona: a norestirenona e a desogestrel. A norestirenona é a que os médicos indicam para o uso durante período de amamentação, porém as chances de falha são consideradas maiores. Já a desogestrel é a preferida entre o receituário dos ginecologistas, a qual consideram como sendo mais eficaz.


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Quais as vantagens da mini pílula?

Conforme mencionado anteriormente, o uso da mini pílula oferece menos riscos de efeitos colaterais que os medicamentos tradicionais. Além disso, elas podem ser utilizadas por mulheres acima dos 35 anos, lactantes, fumantes, para pacientes com diabetes sob controle; hipertensão arterial e varizes nos membros inferiores.

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A mini pílula também é recomendada para quem sofre com cólicas menstruais, miomas, endometriose, anemia decorrente de sangramentos excessivos e TPM muito forte já que ela pode servir para amenizar os sintomas. Do mesmo modo ela também oferece menor risco de ocorrência de trombose e problemas cardiovasculares.


Quem pode tomar a mini pílula Cerazette?

A princípio, qualquer mulher que esteja em busca de um método contraceptivo pode utilizar a mini-pílula. Em especial ela é bem útil para mulheres com fatores de risco de efeitos colaterais decorrentes de fórmulas tradicionais, que contém estrogênio.

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O medicamento é indicado como alternativa para mulheres acima dos 35 anos, fumantes, hipertensas, com sobrepeso, diabéticas, pacientes com problemas de enxaquecas e outros casos, podendo inclusive ser consumida caso a mulher esteja amamentando.


Efeitos colaterais da mini pílula

O fato de conter menos hormônios não significa que o medicamento esteja isento de efeitos colaterais: uma porcentagem pequena de pacientes que consomem a mini pílula relataram sangramento de escape, retenção de líquidos que se reflete em aumento de peso, pele e cabelos mais oleosos, diminuição da libido e alterações de humor.

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Vale perguntar ao ginecologista a respeito caso seu contraceptivo tradicional tenha esses efeitos colaterais.


Como tomar a mini pílula?

Na prática ela pode ser iniciada a qualquer momento do ciclo, mas a indicação é de que a cartela comece a ser consumida a partir do primeiro dia de ciclo, ou seja, no primeiro dia de menstruação já que desse modo seu efeito contraceptivo é imediato, não requerendo o uso de métodos contraceptivos complementares. Caso a ingestão seja iniciada em qualquer outro dia, a indicação é utilizar a camisinha durante os sete primeiros dias caso haja relações sexuais, por medida de segurança.

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Uma vez iniciada, a mini pílula deve ser ingerida ininterruptamente, sendo que cada cartela possui 28 comprimidos e não existe pausa entre uma cartela e a próxima. Para adotar a mini pílula como método contraceptivo, é indicado que a mulher tenha rigor quanto aos horários já que ela deve ser consumida na mesma hora e todos os dias, já que atrasos  com mais de três horas são capazes de fazer com que o medicamento perca a eficácia.

  • Atrasos ao tomar a mini pílula: Em caso de atraso no horário correto, a paciente deve tomar a pílula assim que lembrar. Caso o atraso seja maior que três horas, as relações sexuais dos próximos dois dias – caso haja – devem ser feitas com camisinha. Após as 48h, o muco cervical passa a ficar espesso o bastante para dificultar o caminho dos espermatozoides. O procedimento é parecido caso a mulher vomite nas três primeiras horas após a dose, a indicação é tomar a pílula de novo e ter dois dias como segurança até que a medicação volte a agir.
  • Como tomar depois do parto: Caso a paciente não esteja amamentando, o consumo da cartela pode ser iniciado no dia seguinte após o parto, mas como as mulheres não ovulam durante as 3 primeiras semanas, o medicamento pode ser iniciado a qualquer momento durante esse período. Caso o consumo seja iniciado após 21 dias do parto, é indicado utilizar um método contraceptivo adicional por 2 a 7 dias por segurança.
  • Como tomar durante a amamentação: Quem estiver amamentando pode começar o consumo da mini pílula depois da 6ª semana pós-parto. Normalmente não existe ovulação nesse meio tempo, de modo que o consumo é iniciado quanto a produção do leite materno está estabelecida. Já para aquelas que não amamentam exclusivamente e alternam o leite materno com fórmulas artificiais a ingestão deve ser iniciada a partir da 3ª semana após o parto já que o risco de ovulação até a sexta semana é maior.

Onde comprar a mini pílula?

Você encontra a pílula de progesterona em farmácias, sendo vendida sem receita médica. Porém, vale lembrar que consultas ao ginecologista são altamente recomendadas antes de qualquer providência referente a troca ou ao início do consumo de métodos orais contraceptivos. Encontramos a Mini Pílula por um preço bem em conta na farmácia Onofre, R$25,00. Além de ser uma farmácia online, você recebe o produto no conforto de casa. Clique e veja!

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Apenas este profissional pode dizer com certeza qual o medicamento mais indicado para as suas necessidades, então resista a tentação de fazer isso sozinha.

Lembre-se

A mini pílula não requer receita médica para a compra, mas a recomendação é ir ao ginecologista antes de começar o consumo ou de trocar a pílula tradicional pela de progesterona. Isso porque nem sempre o que funciona para outras mulheres pode ser o mais indicado no seu caso, então cada paciente precisa ser tratada de forma individual visto que o receituário levará em consideração os receptores hormonais. Portanto não se automedique.

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