Infelizmente o assunto do post de hoje é um que eu entendo super bem. Desde criança convivo com os ataques de labirintite da minha mãe e era algo bem ruim de presenciar. Com o tempo fui vendo que a minha relação com tonturas e enjoos não era muito normal e a labirintite foi aparecendo por aqui também. E você? Tem ou acha que tem? Já fez algum tipo de tratamento ou quando tem uma crise espera que ela passe naturalmente. No post de hoje vou passar informações importantes para quem tem ou convive com a doença.

Labirintite

Minha mãe diz que quando tinha um ataque e tudo ficava rodando, ela ficava parada esperando o que ela queria, passar na frente dela, pra ela poder pegar. É essa a melhor explicação pra sensação que você tem ao se deparar com um ataque de labirintite. Tudo fica rodando e o enjoo vem logo em seguida. A curiosidade no caso da minha família é que a maior parte dos ataques da minha mãe tinham a ver com a ingestão de certos alimentos, como coca-cola, café e principalmente queijos gordurosos. Quando ela se jogava na pizza à noite pela manhã tinha crises. Já eu tive a minha primeira e única crise até hoje em uma aula de acrobacia na faculdade. Devido às mudanças bruscas de posição a crise veio e foi feia a coisa.

São vários os motivos que levam a uma crise e vamos aprender a identificá-los e a lidar com as crises da melhor forma possível. Existe também a forma de prevenir, e vamos combinar, quem já passou por uma crise não quer passar por outra. Eu não quero!

Labirintite é uma doença?

Esse nome ” Labirintite ” é muito comum mas é o termo que usamos para para definir distúrbios relacionados com equilíbrio e audição, afeta milhões de brasileiros e, embora seja uma doença de difícil controle, ainda pode ser tratada. Até o momento, não há pesquisas com números exatos relacionados às vítimas desse problema. Por enquanto, os estudos apenas apontam um percentual aproximado de 30% de pessoas, em todo o mundo, que sofrem desse mal. A Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) calcula que cerca de 40% dos brasileiros já apresentaram os sintomas em algum momento da vida. Em geral, o problema acomete mais as mulheres entre os 40 e os 60 anos de idade.


O que é labirintite?

Na real mesmo labirintite não é uma doença. É uma infecção de uma região específica do nosso corpo. Do mesmo jeito que você tem uma febre ou uma dor de barriga, você pode ter uma labirintite, sacaram?

A região nesse caso é o  labirinto – daí vem o nome, ou seja, uma parte estrutural da região interna do nosso ouvido. O labirinto, por sua vez, é constituído tanto pela cóclea quanto pelo vestíbulo. Esse primeiro é o responsável por nossa audição, e o segundo, pelo nosso equilíbrio. Sendo assim, é por isso que a crise costuma afetar esses dois fatores. Muita coisa se explica até aí, não?

Como saber se tenho labirintite?

Se você acha que sofre desse problema saiba que existe um teste caseiro e simples para saber se tem. Esse teste de labirintite é simples e consiste em marcar um local do chão com um “X”, que pode ser feito com fita crepe ou caneta. Depois, a pessoa deve pisar em cima da marca, fechar os olhos e marchar dezenas de vezes, tentando se manter na mesma direção e posição.

Após realizar o movimento por cerca de 40 segundos, o indivíduo pode abrir os olhos e notar se permaneceu no mesmo sentido ou se distanciou muito do lugar do “X”. Caso esteja longe da marca, busque um médico pois você pode estar sofrendo de alguma afecção do labirinto.

Não faça como o jovem brasileiro que só porque era fã de Grey´s Anatomy e tinha acompanhado todas as temporadas achava que era médico, saiba que  apenas o exame não define a causa da tontura, visto que ela pode ocorrer como sintoma de diversas condições. Vá ao médico e peça exames para o diagnóstico certinho.

Porque eu tenho labirintite?

Entre as inúmeras causas de problemas labirínticos podemos citar:

  • Doenças como diabetes, hipertensão e reumatismos também é uma causa de labirintite
  • Uso de remédios ototóxicos, como alguns antibióticos e anti-inflamatórios que afetam o ouvido
  • Alterações bruscas da pressão do ouvido, como na decolagem dos aviões
  • Infecções por vírus ou bactérias
  • Alterações do metabolismo orgânico
  • Doenças próprias do ouvido
  • Maus hábitos, como o consumo excessivo de cafeína ou álcool, o tabagismo e até o uso de drogas
  • Traumas sonoros
  • Problemas de coluna cervical e articulação da mandíbula
  • Estresse e outros problemas psicológicos
  • Traumatismos na cabeça

Sintomas da labirintite

Sim, a vertigem, que eu chamo de tontura, que a sensação de tudo rodando mesmo a sua volta é o mais comum dos sintomas mas podem ter muitos outros e saiba que são tão ruins quanto. Preparados para uma daquelas listas que ninguém quer ler? Vamos aos sintomas da labirintite:

Náuseas e vômito, alterações gastrintestinais, desequilíbrio constante até mesmo para realizar as mais simples tarefas do dia a dia, sudorese, perda da própria audição, zumbidos no ouvido, queda do cabelo, fraqueza nas unhas e outros.

O que fazer durante uma crise de labirintite?

  • Descanse. Para que os sintomas passem, você precisa estar tranquilo, evitando situações de estresse e ansiedade.
  • Evite levantar e abaixar pesos.
  • Não tente ler quando os sintomas surgirem.
  • Durma bem, isso te deixará mais descansado
  • Evite movimentos bruscos. Por exemplo, na hora de se levantar da cama, faça isso lentamente.
  • Evite o contato com luzes coloridas, brilhantes e em movimento. Isso pode agravar as vertigens.
  • Evite atividades que exigem muito da sua atenção, como dirigir e operar máquinas.
  • Quando os sintomas surgirem, evite atividades perigosas como dirigir ou operar máquinas.


Acho que estou com labirintite

Se você observou os sintomas da labirintite, o recomendado é procurar um médico para que faça o diagnóstico adequado, recomende exames e tratamento. Para verificar possíveis alterações no ouvido interno, alguns exames podem ser prescritos, como: EG; Eletronistagmografia; Tomografia computadorizada da cabeça; Testes de audição, como audiologia, audiometria, entre outros.

Tratamento para labirintite

Em muitos casos os incômodos causados pela labirintite desaparecem naturalmente, mas quando isso não acontece o tratamento age contra os sintomas da doença, o que vai depender da causa. Por exemplo, no caso de infecções causadas por bactérias, o médico provavelmente irá receitar um antibiótico. Em outros casos, podem ser indicados medicamentos para parar as náuseas e vômito, ou para conter a tontura. Normalmente, o tratamento é dividido em três fases:

Tratamento dos Sintomas da labirintite

É feita uma avaliação da tontura. Para isso, são utilizados medicamentos sedativos bem como repouso quando necessário. O tempo de tratamento vai depender da causa da doença e da sensibilidade individual do paciente.

Tratamento das Causas da labirintite

É a investigação do que ocasionou os problemas da labirintite. São analisados fatores de risco: metabólicos, infecciosos, reumáticos e anatômicos. Depois de um exame clínico, onde o médico procura encontrar possíveis causas do problema, podem ser necessários exames de audição e equilíbrio, de sangue e radiológicos.

Reabilitação do Labirinto

A reabilitação é o tratamento fisioterápico da labirintite para tontura , que pode ser utilizado com ou sem uso de medicamentos. Quando a origem da tontura é de difícil controle, como no caso da aterosclerose no idoso, a reabilitação oferece bons resultados em 80% dos casos.


Como prevenir a labirintite?

Cuide da alimentação. Os alimentos também podem interferir nas crises de labirintite.  Os três principais inimigos do ouvido interno são o açúcar, o sal e a cafeína. A ingestão de açúcar em excesso pode interferir nas estruturas do labirinto, fazendo com que ele mande mensagens erradas ao cérebro. O sal está relacionado ao aumento da pressão nos vasos, o que também pode perturbar o labirinto. E a cafeína pode estimular demais o labirinto, também causando perturbações.

Hábitos alimentares inadequados como ingestão de muita gordura e açúcar podem levar a alterações metabólicas que irão afetar o correto funcionamento do labirinto (colesterol aumentado, hipoglicemia por hiperinsulinismo, entre outras). É preciso prestar atenção não apenas no que se come, mas também em como se come. Comer sentado à mesa, sem pressa e tranquilamente, diminui o estresse, ajuda a digestão e faz bem para todo o corpo – até mesmo para o equilíbrio. Outra atitude que ajuda é comer a cada três horas, pois o labirinto precisa de um aporte constante de glicose e oxigênio para exercer suas funções. Ficar em jejum, portanto, não é uma boa ideia.

Hidratar-se também é essencial. Beber aproximadamente dois litros de água por dia é fundamental para que todas as reações biológicas do corpo ocorram adequadamente.

Algumas mudanças no seu estilo de vida farão toda a diferença:

  • Evite o excesso de álcool. Ou seja, beba moderadamente.
  • Elimine o cigarro da sua vida
  • Seus níveis de colesterol, triglicérides e glicemia precisam estar equilibrados e dentro do aceitável.
  • Escolha ter uma alimentação balanceada
  • Não passe muito tempo sem se alimentar
  • Pratique uma atividade física regularmente
  • Beba bastante água
  • Evite beber bebidas gaseificadas
  • Procure lidar bem com a sua ansiedade e estresse.

Faça Exercícios Físicos. Eles melhoram os níveis de colesterol e triglicérides no sangue, diminuem o risco de doenças cardíacas, previnem a obesidade e fortalece a musculatura. Entre as opções mais recomendadas para tratamento da labirintite é a caminhada.

Espero que as dicas aqui do post tenham te ajudado a entender melhor o que acontece no nosso corpo e as formas que podemos reagir a isso. Desejo de coração ter auxiliado e que você possa evitar as crises, e eu também! Mais detalhes sobre este assunto você pode conferir clicando aqui.

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