Você já ouviu falar em histerectomia? Sabe o que é ou sobre o que se trata? O assunto de hoje é sensível e delicado para muitas mulheres, como vários que já tratamos aqui no blog. Vamos fazer como sempre fazemos,  abordá-lo com respeito e sutileza passando o maior número de informações de fontes confiáveis para que a leitora possa entender melhor o momento que vive e se sentir mais segura.  Dessa forma a gente pode decidir como agir e consequentemente nos sentimos melhor, independente do momento em que estejamos. Acredito realmente nisso e espero que o texto ajude às leitoras nessa hora.

O que é histerectomia?

Mas afinal o que vem a ser a histerectomia?Esse nome estranho é o de um tipo de cirurgia feito em mulheres. Nessa cirurgia ocorre a  retirada do útero, geralmente realizada por um ginecologista. É uma cirurgia considerada comum e é normalmente indicada para mulheres com problemas graves na região pélvica, como câncer de colo do útero em estágio avançado, câncer nos ovários ou no miométrio, infecções na região pélvica, miomas uterinos, hemorragias frequentes, endometriose grave ou prolapso uterino. A parte interessante desse assunto é que  a histerectomia é um recurso utilizado não só em casos avançados de câncer, mas também como medida preventiva.


Tipos de histerectomia

Vocês sabiam que segundo o S.U.S  a histerectomia é a segunda cirurgia mais realizada no Brasil? Então saiba que você não está sozinha nessa. Elas não são todas iguais e variam conforme o caso da paciente. Existem 3 tipos de histerectomia, que são escolhidos de acordo com a necessidade de retirar os órgãos afetados:

  • Histerectomia total: retirada do útero e do colo do útero;
  • Histerectomia subtotal: retirada do corpo do útero, mantendo o colo do útero;
  • Histerectomia radical: retirada do útero, do colo do útero, da região superior da vagina e de parte dos tecidos ao redor desses órgãos, sendo mais utilizado em casos de câncer em estágio avançado.

Em alguns casos, como endometriose grave ou câncer avançado, também pode ser necessário retirar as trompas e os ovários.

Consequências da cirurgia histerectomia

A gente deduz algumas e tem certeza de outras, veremos agora o que realmente muda. Está sim, entre as consequências da retirada do útero  o fato da mulher não poder mais engravidar. Além disso, não ocorrem períodos menstruais, pois o tecido do útero que é eliminado durante a menstruação não existe mais. No entanto, a mulher ainda tem o ciclo menstrual, desde que os seus ovários não tenham sido removidos. Nesse caso, eles prosseguem com a produção normal de hormônios e óvulos até à menopausa.

Já se os ovários são retirados também, é normal que a mulher tenha os sintomas comuns da menopausa, que se caracterizam pela inatividade dos ovários. Com isso, a mulher pode ter as clássicas ondas de calor, que causam suor em excesso, bem como ressecamento vaginal, porém, todos esses sintomas podem ser tratados com uma série de medidas mais naturais ou mesmo com reposição hormonal quando for necessário, embora nem sempre seja a melhor alternativa. Além disso, mesmo quem não removeu os ovários pode experimentar a menopausa precocemente.

Outra consequência esperada com a histerectomia é que os sintomas da doença existente e que motivou a remoção do útero desapareçam ou que eles reduzam bastante. Dessa forma, é provável que a qualidade de vida da mulher aumente. Conforme o caso, se o colo do útero não foi retirado, por exemplo, é importante que ela continue fazendo os exames preventivos do câncer, como o Papanicolau, pois ainda existe o risco de aparecimento da doença.

Se quem passou por essa cirurgia não tem filhos, mas gostaria de ter, poderá sentir-se triste, embora haja alternativa, como adotar uma criança. Essas questões e outras que possam prejudicar o bem estar da mulher podem ser tratadas por meio de sessões de psicoterapia. Esse tratamento pode ser muito eficiente para prevenir quadros de depressão e outros problemas graves.


Cuidados depois da Histerectomia

Após a cirurgia, é normal sentir cólicas abdominais, ter dificuldade para urinar e um pouco de sangramento pela vagina por alguns dias, além de constipação intestinal . O médico irá prescrever remédios para estes sintomas, e você pode ajudar a combater o problema incluindo na dieta alimentos ricos em fibra e mantendo-se hidratada. A recuperação vai depender do tipo de cirurgia que você fez, e varia de uma a oito semanas. Vou falar sobre algumas perguntas que as mulheres me perguntam sobre cuidados específicos:

  • Curativos – é importante manter a região da operação limpa, lavando-a com água e sabão  neutro
  • Sexo – peça orientações ao médico antes de reiniciar as relações sexuais, pois é necessário respeitar um tempo para a cicatrização, e cada corpo reage de uma forma
  • Esforços – evite carregar pesos e fazer atividades físicas por pelo menos três meses
  • Cólicas – se você retirou somente o útero, mas permaneceu com os ovários intactos, você continuará menstruando e tendo cólicas
  • Menopausa – se você removeu os ovários na cirurgia, é possível que os sintomas da menopausa se acentuem, principalmente se você ainda menstruava

Mudanças na vida sexual após Histerectomia

Uma vez retirado o útero, não existe mais menstruação nem a possibilidade de gravidez. A vida sexual é retomada, normalmente, de trinta a sessenta dias depois do procedimento. A perda do útero pode diminuir a percepção física do orgasmo. Mas ele continua sendo possível. Aquelas que não têm acesso a todas as informações podem ficar abaladas emocionalmente, com sentimentos de mutilação, tristeza e depressão.

Para outras, a histerectomia pode representar a descoberta da liberdade, melhorando a função sexual. Não há mais a preocupação com a gravidez ou sangramento. A consequência do procedimento sobre a vida sexual posterior está também ligada à qualidade do relacionamento. Uma vida sexual saudável necessita de erotismo, intimidade, prazer e respeito na medida certa.

Porém, temos que dizer que se foi feita a retirada do colo do útero e dos ovários, há sim uma diminuição da lubrificação. Com esta queda, o canal vaginal fica mais ressecado, o que gera certo incômoda na hora do sexo. Para te ajudar nesta situação existem duas soluções bem fáceis:

  1. Lubrificantes – existem vários no mercado, alguns à base de água e outros de silicone. Teste alguns deles e descubra o que você mais gosta.
  2. Pompoarismo – os exercícios da ginástica íntima aumentam o fluxo sanguíneo no canal vaginal, e este aumento do fluxo, auxiliam na melhora da lubrificação natural.

Ou seja, não deixe que a cirurgia abale o seu desejo sexual e a sua vida, pelo contrário, faça disso um marco de libertação e viva plenamente.

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