ginkgo-biloba

Procurando os benefícios do Ginkgo Biloba? Não sei o motivo que fez você chega até esse texto hoje, você pode ter curiosidade sobre essa substância porque até o nome já nos deixa com o pé atrás não é verdade? Eu pelo menos conheço a ginkgo biloba de anúncios no rádio e gravei por que achei engraçado. Mas a verdade é que ela já é usada na medicina há mais de mil anos e atualmente é um dos fitoterápicos mais populares no mundo inteiro.  Sabia que ela foi a primeira planta a brotar após a destruição provocada pela bomba atômica na cidade de Hiroshima, no Japão?

O poder da natureza é inegável e essa popularidade toda acontece por conta das propriedades antioxidantes  e seus benefícios no tratamento de vários sintomas comuns como problemas de memória, falta de energia, falta de concentração, impotência sexual, entre outros.

Mesmo sendo usada há tanto tempo não há garantias de que ela seja eficiente para tudo que ela seja indicada e também não há isenta de efeitos colaterais nem de contraindicações. No texto de hoje vamos conhecer mais dessa substância, saber de onde ela vem e o que é mito e o que é verdade sobre ela.

O que é ginkgo biloba?

O que conhecemos por gingko biloba é  um extrato obtido a partir das folhas da árvore do Ginkgo, nativa da Coreia, China e Japão, mas atualmente presente em todo mundo, inclusive nas grandes cidades brasileiras. A árvore do ginkgo pode ultrapassar os 40 metros de altura e viver mais de 1000 anos.

Uso da  ginkgo biloba

Esse poderoso extrato é  atualmente uma das dez ervas medicinais mais usadas em todo mundo e não é à toa. Ele possui duas substâncias ativas consideradas as responsáveis por seus efeitos no nosso organismo: flavonóides e terpenos.

Ginkgo Biloba

Ginkgo biloba e as doenças neurológicas

Em relação aos benefícios para as funções cerebrais a notícia não é boa: Ainda não há comprovação efetiva para doenças cognitivas e para consequente substituição de medicamentos que já estejam em uso nem para  outras maravilhas já atribuídas em capas de revista para o extrato. Isso não significa, porém, que diversos efeitos e ações cerebrais do ginkgo biloba já não tenham sido desvendadas.

Estudos em animais e humanos já mostraram que a droga age diretamente nos neurotransmissores e oferece proteção aos neurônios por diversos mecanismos. Por conta da ação antioxidante, provoca vasodilatação dos vasos sanguíneos cerebrais, aumentando a perfusão de sangue no cérebro, previne a formação de coágulos e otimiza a utilização de glicose pelo cérebro. Está sendo pesquisado em vários grupos ao redor do mundo para uso no tratamento de diversas doenças neurológicas.

A Gingko biloba engorda?

A resposta é não, ginkgo biloba não engorda, aliás, ele pode até auxiliar em casos de emagrecimento por seu poder levemente diurético.

Gingko biloba e o Alzheimer

O que tenho ouvido falar da Gingko biloba é referente ao tratamento dessa doença que atinge boa parte da população idosa, o Alzheimer. Apesar de alguns estudos isolados que demonstravam pequena melhora cognitiva dos pacientes com Alzheimer que fizeram uso de Ginkgo biloba por pelo menos 6 meses, uma grande revisão feita em 2007 com 35 estudos chegou à conclusão que os trabalhos anteriores apresentavam falhas metodológicas e tinham estudados grupos muito pequenos de pacientes.

Infelizmente a conclusão é  que não há dados suficientes para afirmar que o Ginkgo biloba seja superior ao placebo no tratamento do Alzheimer. Quando comparada às drogas habitualmente usadas no tratamento da demência, o ginkgo biloba apresenta resultados inferiores.

Ginkgo Biloba

Como tomar a gingko biloba?

O extrato de Ginkgo Biloba, padronizado pode conter 24% de flavonóides e 6% de terpenolactonas, é recomendado em uma dosagem diária de 80mg, divididas em duas ou três doses. Dosagens diárias de 240mg podem ser necessárias em alguns casos de insuficiência cerebrovascular, estágios iniciais de Alzheimer, depressão resistente e danos cerebrais menores, mas não utilize essa dosagem sem um acompanhamento médico.
Como comprar a gingko biloba?

Nas farmácias existem muitas marcas à disposição. Algumas não usam diretamente o nome de Gingko biloba na caixa, nesses casos são usados alguns nomes como: Nomes comerciais do ginkgo biloba:

BIOFLAVIN (HERBARIUM) (Ginkgo biloba Herbarium)
KIADON (MERCK)
TANAKAN (KNOLL)
TEBONIN (BYK)

Mas procure pelo nome da substância junto ao farmacêutico que ele lhe oferecerá uma boa opção ( espero! ).


Ações efetivas da gingko biloba no corpo

É indicado para o tratamento de:

·                     tonturas,

·                     labirintite,

·                     vertigens,

·                     zumbidos,

·                     déficit de memória,

·                     dificuldade de concentração,

·                     claudicação intermitente,

·                     parestesias,

·                     cãibras noturnas,

·                     frialdade das extremidades,

·                     edemas ortostáticos,

·                     tratamento auxiliar das úlceras varicosas e distúrbios tróficos.

·                     tratamento de microvarizes,

·                     úlceras varicosas,

·                     cansaço das pernas,

·                     artrite dos membros inferiores.

·                     alguns tipos de dor,

·                     palidez

·                     cianose das extremidades com sensação de frio

·                     processos causados pelo abastecimento deficiente de oxigênio e substâncias nutritivas.

·                     tratamento de isquemia, seja cerebral ou periférica

·                     deficiências auditivas

·                     perda de memória

·                     dificuldade de concentração

·                     tratamento profilático do envelhecimento celular

·                     tratamento estético por sua ação protetora contra radicais livres e pela inibição da destruição do colágeno.

·                     Nos processos vasculares degenerativos.

·                     Prevenção de edema cerebral.

Obs.: Nem todos os benefícios acima foram comprovados foram comprovados ainda, viu?


Ginkgo Biloba

O comprimido de ginkgo biloba desencadeia diversas reações que vão desde os pés até os ouvidos. Os vasos sangüíneos se dilatam e o sangue fica menos viscoso (mais "fino", como se diz). Assim, corre mais rápido, com mais facilidade, e alcança melhor os lugares mais distantes do coração. O labirinto, estrutura que pertence ao ouvido, passa a ser mais bem irrigado e oxigenado, o que ajuda a acabar com tonturas e zumbidos. As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pelo raciocínio ficam mais despertas. O fluxo mais intenso também acaba com as dores nos braços e nas pernas, comuns na terceira idade.

Quando não usar a gingko biloba?

Efeitos colaterais e contra-indicações do ginkgo biloba

A ginkgo é uma planta segura, mas deve ser usada com cautela é o que dizem os médicos. Mesmo assim ela é uma droga com baixíssima taxa de efeitos adversos. Quando estes ocorrem são geralmente náuseas, dor abdominal, diarreia ou dor de cabeça.

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Entretanto, a ação inibitória sobre as plaquetas – o tal afinar do sangue – pode aumentar o risco de sangramento em algumas situações. A droga não deve ser usada em pacientes com elevado risco de hemorragias. Seguindo a mesma lógica, em pacientes que serão submetidos a atos cirúrgicos, sugere-se a suspensão do ginkgo biloba pelo menos 36 horas antes da operação. O ginkgo biloba pode aumentar o risco de sangramento se usado concomitantemente com outras drogas que atuam sobre as plaquetas ou outros fatores da coagulação, como aspirina, anti-inflamatórios não esteroides, heparina ou varfarina.

Devido à falta de estudos clínicos em grávidas comprovando sua segurança, atualmente não se recomenda a utilização do ginkgo biloba durante a gravidez ou aleitamento. Se estiver grávida procure o médico e fale sobre o uso dessa substância. Não é porque não é considerada um " remédio " que não deva ser tratada como tal.

Pacientes com história de crise convulsiva ou epilepsia também devem evitar o uso de ginkgo biloba, pois há esporádicos relatos de que a droga possa facilitar a ocorrência de crises epilépticas. Há também a possibilidade do ginkgo biloba interagir e diminuir os efeitos dos anticonvulsivantes.

Não evidências de que o ginkgo biloba interaja com os efeitos da pilula anticoncepcional. Converse sempre com o médico antes de iniciar qualquer tratamento.