Já ouviu falar em Fosfo, a pílula do cura do câncer? Pois é, em 2015 muita gente acompanhou a polêmica de a respeito de um comprimido que passou a ser tratado como ‘a cura do câncer’. Esse medicamento, um composto químico estudado pelo professor aposentado do Instituto de Químico de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), Gilberto Chierice, rendeu e continua rendendo várias indas e vindas judiciais e também muito movimento na internet de pessoas interessadas no remédio. Mas ele realmente funciona? Do que se trata toda a polêmica afinal? Caso você não saiba muito sobre o assunto, está na hora de se informar. Veja só:

Fosfo, a pílula da cura do câncer

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De acordo com matéria da Exame, a fosfoetanolamina (que é o nome da substância) é uma substância produzida pelo organismo e que é indispensável pela vida humana e que dá origem a fosfatidiletanolamina, presente em todos os órgãos humanos e tecidos.

Essa segunda substância é a responsável por normalizar o metabolismo oxidativo, que é final do processo de geração de energia do corpo. Esse metabolismo fica prejudicado quando se trata de células cancerosas. O que acontece é que a fosfoetanolamina (produzida em laboratório), teoricamente seria capaz de fazer com que as células voltassem a trabalhar de maneira normal, o que faria a doença parar com o seu desenvolvimento uma vez que reativaria a morte celular programada, estimulando o sistema imunológico a eliminar as células cancerígenas. Já a  fosfatidiletanolamina natural não apresenta esse tipo de qualidade, embora os pesquisadores ainda não saibam dizer a razão para que isso aconteça.

A fodfoetanolamina sintética foi desenvolvida pelo pesquisador da USP em 1990. As cápsulas da substância eram produzidas e também distribuídas por ele a pacientes na própria universidade e de forma gratuita.


A polêmica do Fosfo, a pílula da cura do câncer

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A polêmica ocorre porque pessoas com câncer começaram a entrar na Justiça para tentar obter o medicamento da USP. O problema é que a substância não passou pelos testes exigidos. A substância vem sendo distribuída como tratamento para diversos tipos de câncer, mas sem que haja evidências científicas sobre seu funcionamento, posologia correta ou possíveis efeitos colaterais. A USP atende as demandas por ser judicialmente obrigada a tal.

Cura do câncer

Os testes a respeito da fosfoetanolamina produzida em laboratorio foram feitos em células in vitro em animais portadores de tumores, mas ainda não foram realizados em humanos. O pesquisador afirma ter pedido ajuda à Anvisa para realização dos testes mas que existe má vontade pela reguladora. Já a Anvisa, por sua vez declarou que nunca houve pedido de autorização para pesquisas clínicas.

A polêmica foi tão grande em torno da pílula da cura do câncer que o governo precisou intervir e começar a testar formalmente a substância em laboratórios credenciados, mas isso não diminuiu os problemas e questões éticas a respeito da distribuição.


A pílula da cura do câncer funciona mesmo?

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Nos primeiros testes realizados a fosfoetanolamina obteve resultados positivos, porém sem todas as fases concluídas, não existe segurança para o paciente. Os testes clínicos determinam a forma que a substância se comporta no organismo, em quanto tempo ela é eliminada, efeitos colaterais, efeitos que podem ocorrer quando interagem com outras substâncias e outras informações fundamentais. Seus relatos positivos são de pacientes que receberam a substância pela USP e que agora lutam para que o fornecimento seja mantido.

Ainda não se pode dizer muito a respeito dos efeitos da fosfoetanolamina. Sem os estudos adequados não existem certezas sobre posologia adequada ou efeitos colaterais. O assunto ainda é polêmico e promete permanecer ainda por muito tempo.

Fosfo discutida no programa do Ratinho

Quem assistiu o programa do Ratinho dia desses, deve ter visto uma reportagem especial sobre a Fosfo, onde mostraram trechos de uma audiência público em que paticiparam pesquisadores, médicos que sintetizaram o composto químico e ou, já testaram a Fosfoetanolamina Sintética e representantes da Anvisa, do Ministério da Saúde e da Defensoria Pública da União. Deputados cobraram do governo a liberação da produção e distribuição ou, então, uma maior agilidade no processo de registro e pesquisa clínica do composto.

Todos solicitavam a autorização dos testes da pílula, para que ao menos dê uma chance a estas pessoas que já estariam "condenadas" pela doença. Pode ser que seja a única esperança destas pessoas, qual o problema em liberarem os testes? Se já é comprovado que pessoas que usaram tiveram resultados positivos, qual a dificuldade em liberarem para testes? Qual é a sua opinião sobre isso? Conhece alguém que enfrenta uma luta contra ou câncer? E se fosse você, você tomaria a pílula? Comente, conta pra gente!

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