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A cólica menstrual é um dos maiores problemas que dizem respeito ao bem estar feminino. Embora o período que anteceda a menstruação já tenha desconfortos, as cólicas podem representar um obstáculo bem maior.

Não é raro ver mulheres que se sentem dor a ponto de as tarefas rotineiras ficarem por fazer. O problema é que sentir muita dor não é normal, portanto a cólica menstrual muito forte pode ser sinal de problema de saúde que precisa ser tratado.

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Cólicas menstruais Fortes

É importante saber que a cólica menstrual pode ser dividida em dois tipos: a primária e a secundária. A primária é uma dor considerada mas comum, uma condição comum do ciclo de cada mulher. Já a secundária indica a presença de problemas como endometriose, pólipos, miomas, cistos de ovário, entre outros. Veja alguns detalhes sobre cada problema:

Cólicas fortes e Endometriose

Atingindo cerca de seis milhões de mulheres no Brasil, e 15% das jovens na idade fértil, a endometriose tem como seu principal sintoma o excesso de dores durante a cólica menstrual.

A endometriose acontece quando  o endométrio (mucosa que serve para revestir o útero) está fora da cavidade uterina, sendo que ela pode ir para locais como ovário, bexiga, intestino e até mesmo os pulmões.

Não é uma doença muito conhecida ou discutida no Brasil, mas é um dos fatores que costumam provocar dificuldades para engravidar ou até a infertilidade.

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Além das cólicas menstruais muito fortes, outro sintoma é a dor durante o contato íntimo. E dependendo do avanço da doença, pode apresentar também sangue nas fezes, como é o caso se o problema estiver no intestino.

Pólipos e Cólicas fortes

Pólipos são formações de tecidos anormais na camada interna do útero, podendo estar localizadas no colo do útero e no endométrio. Dependendo do local e do tamanho podem provocar dores durante a menstruação, embora possa ser confundida com cólicas menstruais comuns.

Também é comum provocar alterações no ciclo menstrual, sangramentos fora do ciclo comum e sangramentos durante a relação.

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No colo do útero, os pólipos podem surgir em mulheres de qualquer idade, sendo mais suscetíveis aquelas entre os 20 e 30 anos. Já no caso do endométrio, o problema é mais comum para mulheres após os 30, e também desperta mais preocupação já que após a menopausa estão suscetíveis a se tornarem tumores malignos, sendo indicado a retirada.

Miomas

A doença é bem conhecida, tanto que corresponde a 90% dos tumores benignos localizados no trato genital de mulheres. Os miomas tem como origem uma desordem hormonal, de modo a formar um nódulo duro a partir da musculatura do útero, sendo ele. e é mais frequente que apareça após os 35 anos.

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Nem sempre gerando sintomas perceptíveis, dependendo do local pode provocar dores, sangramentos anormais e dificuldades para engravidar.

Cistos e Cólicas

Normalmente surgindo em mulheres com entre 20 a 35 anos e com outras doenças pélvicas, o cisto normalmente aparece no ovário, antes da menopausa quando ocorre algum descontrole na produção de hormônios.

Não chega a atrapalhar o processo de ovulação nem a ter sintomas enquanto estão no início. Estes surgem apenas quando o cisto é grande, tendo assim sintomas como dor abdominal aguda e sangramento.

Fazer algo ou não com relação ao cisto depende do tamanho. De acordo com o Bem Estar, caso ele tenha até 8 cm o ginecologista pode somente acompanhar o crescimento e verificar as possibilidades de desaparecer de maneira espontânea. Acima do tamanho citado, há a opção de sugar o líquido do cisto ou removê-lo por meio de cirurgia.

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Lembre-se:

Essas são apenas algumas possibilidades que existem acerca das causas das fortes cólicas menstruais, mas isso só pode ser diagnosticado em consulta a um ginecologista. Lembre-se: não é normal sentir dor, portanto evite automedicação e procure tratamento.