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Momentos de excitação extrema podem ser rapidamente substituídos por sentimentos de depressão e de desânimo intensos. Essa seria a maneira mais sucinta de explicar o que é o transtorno bipolar. Porém, a enfermidade é muito mais complexa e delicada do que achamos e tanto o paciente, quanto a sua família, necessita de cuidados psiquiátricos e psicológicos para lidar com a situação.

O transtorno bipolar é uma doença que pode levar a sérias consequências para a pessoa e aos familiares.

É preciso entender que a bipolaridade é uma doença (assim como o câncer), e não uma condição em que a pessoa é responsável pelo próprio estado. Vendo por esse ângulo, os familiares podem se tornar mais compassivos e pacienciosos com crises e comportamentos defensivos, controladores e destruidores.

Além disso, pessoas com transtorno bipolar podem entender a ansiedade e a raiva de terceiros como ameaças, tornando-se defensivas e desenvolvendo manias específicas. Na adolescência, o quadro clínico costuma surgir a partir dos 15 anos de idade e pode durar até os 25, quando jovens estão sob maior estresse, insegurança e sofrem por conta de fatores ambientais e genéticos. Vale a ressalva de que a bipolaridade pode aparecer em qualquer idade. Quanto mais rápido for o diagnóstico, menores são as chances de características e traços típicos no comportamento de crianças e adolescentes serem afetados, comprometendo relações pessoais e de trabalho na fase adulta.

Elogios são sempre encorajadores!

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Amabilidade, simpatia e elogios se tratando de atitudes e gestos diários de irmãos e pais com relação a um filho ou a um irmão bipolar, com certeza, são ótimas maneiras de dizer que você se importa. É preciso lembrar que cada membro familiar deve ser considerado. Portanto, se a doença de quem tiver bipolaridade se transformar em um problema emocional a outra pessoa da casa, procure a ajuda de um psicólogo para uma melhor qualidade de vida.

Tratamentos

Existem medicações que podem amenizar comportamentos bipolares. A mais conhecida é o componente químico lítio, que diminui sintomas por meio da regulação dos neurotransmissores cerebrais.

A associação do remédio com anticonvulsivantes e antidepressivos pode prevenir recaídas. No entanto, apenas uma pequena parcela do povo brasileiro possui acesso a droga.

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Os anticonvulsivantes ajudam a controlar crises de mania. Já os antipsicóticos atípicos e os antidepressivos também auxiliam no quadro.  No entanto, rotinas fixas como horários para dormir e a ingestão de cafeína, álcool e drogas devem ser controladas. A Associação Brasileira de Transtornos Afetivos (ABRATA), pode auxiliar e unir familiares, amigos e portadores que sentem vontade em trocar informações e compartilhar formas de tratamentos adequado ao problema. Se você possui alguém com a doença na família, não deixe de se associar com a instituição para uma maior ajuda e suporte.