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Tenho uma grande amiga que cortou um dobrado com um filho que não comia nada. Desde que largou o peito ele simplesmente se negou a experimentar novos alimentos. Se eu não conhecesse a mãe pensaria, aqui na minha ignorância, que é falta de empenho por parte dos responsáveis, mas não é. Ela enfrentou com lágrima nos olhos o diagnóstico de desnutrição e foi bem triste para todos que a cercavam porque víamos o seu quase desespero em oferecer alimentos saudáveis e a criança não comer.

O medo da desnutrição

Como a maternidade não vem com cartilha, nada como conversas com o pediatra, paciência e um pouco de persistência para superar o problema. Foi assim que ela conseguiu lentamente colocar algumas coisinhas a mais na lista de coisas que ele come e ver o seu bebê engordar um pouquinho mais. Não vou dizer que a criança come super bem mas melhorou bastante. Fiquei feliz pelos dois e compartilho com vocês aqui nesse post uma história de sucesso.

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Como disse não foi do dia pra noite que aconteceu mas com algumas dicas e amor as coisas podem melhorar bastante.  Alguns problemas podem ser resolvidos com facilidade, quer ver só? Em um estudo feito com oito mil famílias mostrou que 69% das famílias brasileiras fazem refeições com a TV ligada. Você faz? No resto do mundo, esse número cai para 48%. Em contradição, cerca de 93% das 300 mulheres paulistanas entrevistadas na pesquisa relataram ser a refeição o principal momento de conversa com os filhos. Mas se estão assistindo TV como isso é possível?  Em vez de deixá-lo sozinho na sala vendo TV, por que não levá-lo à cozinha para ajudar você?

Problemas de ordem emocional

Outro problema comum é o de ordem  emocional. Em um ambiente carregado, a pressão dos adultos para que coma, problemas emocionais, tudo isso é capaz de tirar o apetite da criança. Mesmo tendo necessidade de comer, a hora de comer é tão desagradável para ela que a criança prefere não comer.As discussões entre os familiares na hora da refeição, gritos à mesa, mesmo que não se dirijam à criança, acabam tirando o seu apetite. A criança passa a relacionar a hora de comer com momentos desagradáveis.

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Mas será que seu filho não come porque não precisa comer a quantidade que você deseja ou porque realmente ele tem algum problema? É importante que as mães e os pais compreendam que o apetite da criança diminui após o primeiro ano de vida, por uma mudança normal de padrão. A criança normal triplica seu peso no primeiro ano de vida, e aumenta apenas cerca de 10 a 20% de seu peso nos primeiros anos de vida depois do primeiro. Se tiver no inverno diminui mais ainda. Tem que ficar atenta para não confundir os sinais.

Dicas para comer melhor

Se você chegou a conclusão que ele realmente não está comendo bem, pense a respeito dessas dicas. São muitas, algumas podem servir pro seu caso e outras não, mas são regras gerais e vale muito a pena observá-las.

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– A hora da refeição deve ser agradável e necessária para a criança. Evite condicionar o castigo se não come todo o prato. Isso era bastante comum no passado, já vimos que não funciona então não deve mais ser feito. Combinado?

– Ajude seu filho diante da percepção da comida. Sirva-lhe no prato maior a mesma quantidade de comida, de modo que perceba pouca comida dentro do seu prato.

– Pode motivá-la a ajudar na tarefa de colocar a mesa, deixar que ela mesma se sirva e decida e tenha autonomia sobre seus gostos alimentares.

Refeições em família

– Sempre que puder, permita-lhe que comam todos juntos. Sei que nem sempre é possível por conta da rotina, mas nos momentos que for possível isso é importante. Vendo os pais, a família comendo o exemplo é dado e sabemos da força que os bons exemplos têm sobre as crianças.

– Estimule o apetite oferecendo as refeições a cada 3 ou 4 horas.

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– Deixe que ela decida e coma a quantidade que necessita para satisfazer sua fome e desenvolver de forma saudável seus gostos.

-Evite brincadeiras do tipo “olha o aviãozinho” com a colher. Não faça folias nem recorra a brincadeiras, mantenha uma atitude neutra.

– Não ofereça presentes nem benefícios em troca de colheradas. Você pode ficar refém dessa chantagem e se arrepender depois. Recompense o consumo de alimentos com parabéns e só.

– Use uma cadeira alta para ajudar a criança a ficar limitada ao ambiente da alimentação. A cadeira da criança deve estar pertinho da mesa, e seu filho deve ser encorajado a ficar sentado durante a refeição.

Respeitar a individualidade e os gostos da criança

– As crianças rejeitam ou aceitam as coisas de acordo com o momento. Quando ela recusar a comida, ignore e ofereça de novo mais tarde. Outro segredo é variar no preparo. Ofereça o brócolis de diversas formas diferentes até ela provar.

– Tenha perseverança. Respeite a tendência da criança à neofobia (medo do novo) e ofereça um alimento repetidamente – entre 10 e 15 vezes –, antes de desistir.

– Não adianta você ficar forçando seu filho a comer um legume enquanto seu marido come um pedação de pizza. Dêem o exemplo, já falei. =)

– Cada alimento tem o seu tipo de nutriente. Não deixe que ele coma apenas um tipo de legume todos os dias. Ofereça outros também.

– Não irrite a criança, limpando sua boca com um guardanapo após cada colherada ou gole. As crianças realmente se sujam durante as refeições. Faz parte!

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– Não adianta deixar aquele pote de biscoitos em uma prateleira alta, se estiver ao alcance dos olhos da criança.  Crianças são movidas pela curiosidade e vão querer o que não está sendo permitido apenas por ser proibido, nem tanto pelo gosto.

-Use porções razoavelmente pequenas, do tamanho do punho da criança, afinal ela tem estômago pequeno

Fazer refeições bonitas , decoradas

– Vale enfeitar o prato. Todo mundo adora o que é bonito e as crianças também. Florzinha de tomate, carinhas feitas com ovo cozido. Cai bem e elas adoram.

– A cozinha é realmente um espaço perigoso na casa mas não deixe seu filho de fora dos momentos de preparo dos alimentos para que ele possa ir se familiarizando com o preparo, com os cheiros, com as cores e por fim com os sabores do que é feito por lá.

– Muitas vezes, a criança chora, faz birra na hora da refeição porque, por exemplo, quer comer sozinha, ter o poder da colher nas mãos

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-O estômago do bebê de 6 meses é do tamanho de um sapatinho. Por isso, é importante oferecer alimentos que, em pequenas quantidades, tenham todos os nutrientes necessários.

Para finalizar é importante dizer que as crianças são diferentes uma das outras, irmãos são diferentes, gêmeos são diferentes e o que funcionou para um pode não fazer sentido para outro. Ao ter outro filho você estará sendo desafiada novamente. Vá em frente e não desista. Como lá no título do post falamos sobre evitar a desnutrição, fica essa dica de alimentos para oferecer às crianças.

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5 bons alimentos para oferecer às crianças

Carboidrato: Arroz ou aveia em flocos, cereal;

Leguminosas: Feijão ou ervilha, lentilha;

Proteína: carne (vermelha ou branca), ovo;

Folhas e raízes: Espinafre, cenoura, mandioquinha;

Frutas: laranja- bahia ou mexerica.

Sucesso, mamães! Estamos aqui sempre torcendo por vocês.

/Fonte das fotos/

Foto1- M de mulher
Foto2- Revista crescer
Foto3- Site Mil dicas de mãe
Foto4- Guia do bebê
Foto5- Disney Bubble
Foto6- Chef de papinha
Foto7- Disney Bubble
Foto8-Já sabia