Essa semana estava papeando com um amigo no messenger sobre o poder dos hormônios no nosso corpo. Essas substâncias regulam tudo que acontece com a gente e, proporcionalmente quanto à quantidade delas com outros fluidos, são as mais importantes para que tudo funcione corretamente.

Quando eu digo quantidade estou falando em mililitros mesmo. Diferente do sangue que podem ver e sentir, os hormônios existem em pouquíssimo volume e em máxima importância. Porém com essa responsabilidade toda e com pouco volume esses hormônios são super sensíveis e o que vamos ver nesse post tem muito a ver com esse papo que tive com o tal amigo, qualquer alteração mexe com os hormônios e as consequências as vezes nos confundem!

O que são os anticoncepcionais em pílula?

Os anticoncepcionais são doses de hormônios sintéticos que interferem na ação dos hormônios que produzimos naturalmente, com a intenção de regular nosso corpo para reprodução. Como nesse caso o do uso desses medicamentos é não reproduzir, eles agem na contramão do que seria natural e daí que observamos os muitos efeitos colaterais que eles apresentam.

Porque as pílulas anticoncepcionais têm tantos efeitos colaterais?

Mas você pode estar tentando entender agora o porquê de tanto efeitos colaterais e a resposta é exatamente a sensibilidade dos hormônios que nosso corpo produz para regular a ovulação. Qualquer coisa que interfira nesse processo altera a ação dos hormônios.

Já ouviram falar que a mulher quando está muito magra, abaixo dos índices que podem ser considerados saudáveis, ela para de menstruar? Isso acontece porque algumas reações do nosso corpo apenas ocorrem na presença de gordura, os hormônios percebem que essa gordura está em baixa e protege nosso corpo impedindo que a gente se reproduza, por isso a menstruação cessa.

Já ouviram queixa de alguma amiga que, quando está muito estressada com trabalho ou com a vida pessoal, tem a menstruação desregulada? Isso também tem uma causa hormonal. O corpo se defende ao entender que você está em crise, sendo atacada ou tendo descontrole emocional. Tudo  isso e outras regulações  acontecem pelos mesmos motivos dos efeitos colaterais dos anticoncepcionais, nosso corpo é muito sensível às mudanças e faz de tudo para se proteger.

O Diclin é indicado para todas as mulheres?

Esse papo todo antes de falarmos sobre o anticoncepcional Diclin, que é o assunto desse post hoje aqui no Muito chique, é para termos uma ideia geral do que usamos como característica de um anticoncepcional bom e de um que falamos que seja ruim.

São o controle dessas reações hormonais e tudo que elas acarretam na nossa fisiologia. Há quem diga que se dá bem com um tipo e não com outro, esse é o motivo, as dosagens e o equilíbrio proporcionado por esses hormônios sintéticos em contato com o nosso organismo. Agora ficou um pouco mais fácil falarmos dele especificamente.

Quem pode e quem não pode usar o Diclin?

O anticoncepcional Diclin é utilizado por milhares de mulheres brasileiras e a maior parte delas teve o seu uso indicado pelo seu ginecologista durante uma consulta. Esse é o procedimento correto e esperado porque cada mulher tem uma necessidade diferente, um equilíbrio e uma condição de saúde que lhe é particular.

Se você usa o anticoncepcional da sua amiga que tomou e ” não aconteceu nada com ela ” corre o risco de ter uma quantidade de hormônios na sua corrente sanguínea totalmente diferente do que seria necessário para você, visto que você é um ser humano diferente da amiga.  Esse é o básico do porque a automedicação é um erro, nesse caso as consequências podem ser irreversíveis do ponto de vista moral, como uma gravidez indesejada.

Diclin: anticoncepcional popular

A ideia não é assustar as leitoras com o papo de dosagem errada de hormônios mas de gerar uma consciência de que essa dosagem é essencial para que o nosso corpo continue funcionando da melhor forma possível  e fazê-las entender como é intensa a ação de anticoncepcionais.

Inclusive há uma corrente crescente entre as mulheres que optam por ” libertar-se ” do uso de hormônios sintéticos e passam a outros métodos anticoncepcionais que não os utilizem. Seu corpo, suas regras. Se você se interessar por isso aconselho que pesquise na internet mas que também converse com seu ginecologista ( não sua amiga ) e cheguem juntos a uma conclusão e também as possíveis substituições para que o ato seja responsável.

Do que é feito o Diclin?

Como eu disse a vocês ele é feito de hormônios sintéticos – produzidos em laboratório e não naturalmente pelo nosso corpo, a ciência é mesmo uma coisa fantástica e os estudos em medicamentos são avançadíssimos. No caso do Diclin são duas substâncias combinadas – O etinilestradiol  e o acetato de cipoterona – em dosagens testadas e aprovadas pelos órgãos que fiscalizam os remédios .

O que falam do Diclin ?

Além de prevenir  a gravidez esse anticoncepcional tem a fama de fazer bem para as mulheres que o escolhem. Esses benefícios também são ligados à problemas hormonais comuns como pele oleosa, acne, queda de cabelo e outros. Sabemos que é erradíssimo alguém tentar um tratamento para acne tomando hormônios sintéticos.

Então não iremos frisar isso nesse post, porém é muito importante que, ao entrar em contato com seu ginecologista, passe a ele o problema.  Seja franca e diga que leu a respeito desse anticoncepcional em pílula e peça sua opinião. Se você tem queda de cabelo frequente associado a outros fatores de pele pode ser hormônios desregulados e realmente os anticoncepcionais na dosagem certa podem acabar com seus problemas de forma bastante satisfatória.

O médico ginecologista estudou para isso. Ficou lá em cima dos livros anos e anos e fora isso, acompanha seminários, publicações e mantém contato direto com laboratórios de medicamentos sabendo sempre o que é lançado e em quais dosagens.  Ele é a pessoa de sua confiança para selecionais o anticoncepcional que você deve colocar para dentro do seu corpo. Não haja de forma curiosa com hormônios porque as consequências podem ser muito mais graves do que uma queda de cabelo ou meia dúzia de espinhas, viu?

Depoimento de quem usou Diclin

Como é sempre bom ouvirmos depoimentos para sabermos efetivamente o que acontece na prática, entrevistei a Edinha França,  que usou o anticoncepcional e me contou tudinho sobre o tempo em que isso aconteceu. Leia e tire algumas conclusões sempre lembrando que os hormônios variam de pessoa para pessoa, sempre!

” A primeira vez q comecei a tomá-lo faz mais ou menos 12 anos. Não foi indicação do gineco, uma amiga tomava e ela me indicou… Rs

Nos primeiros anos ele foi ótimo, até a pele melhorou muito. Depois de um tempo comecei a ter escape… Quase o mês todo. Daí dei uma pausa de uns meses e voltei com ele. Mas continuei com escape. Fui no ginecologia e falei sobre, ele nem deu bola.

Certa vez fui a um clínico geral e ele me fez umas perguntas e perguntou sobre minha menstruação e tals. Falei que mesmo com o anti, era desregulada e q eu sangrava quase o mês todo. Dai ele falou q eu tinha q trocar por um mais forte q este era muito fraco. Continuei por mais um tempo e nada de ficar normal. Acho q ele parou de fazer efeito, sei lá. Porque até minha pele ficou cheia de espinha.
Bom, agora parei de tomá-lo. Tomo Primera 30…mas vou ter q voltar ao gineco e pedir recomendação de outro. “

Obrigada pelo depoimento, Edinha, um super beijo da equipe aqui do Muito Chique.